Foram colocadas diversas questões à Aliança cujas respostas pode encontrar aqui e os anexos aqui. Se tiver mais exemplos das situações apontadas ou outras situações a denunciar, contacte-nos por favor.
Após estas ações da Aliança, sabemos que serão debatidos no próximo dia 19 de março, quinta feira, iniciativas relacionados com as doenças raras pelo menos do CDS-PP e do BE.
Recordamos que as medidas concretas propostas pela Aliança foram as seguintes:
1.1. Para fomentar a Investigação em DR
- Conceber (de forma participada) e aprovar uma Agenda de ID&I, a ser financiada no âmbito da Estratégia Integrada para as Doenças Raras (2015-2020) ou endereçada às agências de financiamento público de C&T
- Assegurar a continuidade e mútuo reforço entre ID&I e prestação de cuidados de saúde, educação e proteção social: uma componente de investigação deve ser incorporada (com tempo dedicado) no acompanhamento de rotina das pessoas com DR
- Simplificar procedimentos do Código da Contratação Pública para aquisição de bens e serviços e recrutamento de RH, no âmbito de projetos de ID&I com financiamento público
- Valorizar a investigação por clínicos e outros profissionais de saúde, através de reconhecimento pelas instituições do SNS e de incentivos tais como flexibilização de horários, progressão na carreira e outros
1.2. Para melhorar os cuidados de saúde em DR
- Integrar informação sobre doenças raras em todos os programas destinados a profissionais de saúde
- Integrar conteúdos de Genética Médica em programas de pré e pós-graduação
- Estabelecer um novo modelo de referenciação para Genética Médica, que aproveite as valências clínicas existentes em Universidades e Centros de Investigação, colocando-os em rede e como parte do sistema de referenciação do SNS
- Reconhecer em Portugal a profissão de aconselhador genético (já reconhecida na UE), contribuindo para diminuir tempos de espera em consultas de Aconselhamento Genético nos serviços de Genética Médica
- Agilizar o reconhecimento de CR para todas as doenças/grupos de doenças e aí incluir Universidades e Centros de Investigação
- Garantir os tratamentos em número e duração necessários para as doenças, de forma integrada com as consultas (tendencialmente nos CR)
- Estabelecer, pelo menos para efeitos laborais e escolares, as DR como doenças crónicas
- Integrar, na comissão da Estratégia Integrada para as DR, a entidade agregadora representantes das associações de doentes, os profissionais de saúde e a indústria
1.3. Para melhorar o diálogo e a capacitação de doentes e associações
- Participação das associações na investigação
- Informação aos investigadores e clínicos pelas associações de DR
- Formação dos doentes e associações, aproveitando estruturas existentes no SNS (incl. CR) e nas Universidades e Centros de Investigação
- Criar incentivos (financiamento e outros) para viabilizar estas medidas
- Promover o reconhecimento e aceitação pelas instituições políticas nacionais do conceito de democracia sanitária, com promoção da participação ativa dos doentes e suas associações na definição de políticas de saúde
1.4. Para proteger e empoderar os doentes e famílias
- Considerar os doentes como verdadeiros participantes e não meros sujeitos ou mesmo objetos da investigação
- Promover um maior envolvimento dos doentes na definição de políticas de saúde e tomada de decisões relacionadas com DR
- A justiça social e equidade no acesso a tratamentos (incl. medicamentos órfãos) devem ser reconhecidos como valores éticos fundamentais e um direito de todos os doentes (seja com DR ou comuns)
- Os aspetos éticos dos registos de DR devem ser preservados, através da sua revisão por Comissões de Ética, pelo consentimento informado e a preservação da privacidade de doentes e familiares e a confidencialidade dos dados (pessoais, familiares, clínicos e genéticos)
- Promover a realização de programas de capacitação para cuidadores, profissionais da saúde e sobretudo das próprias associações de doentes




